O projeto ZÉ nasce da necessidade de dar rosto, voz e narrativa ao enólogo José Antas de Oliveira, Diretor Geral e maestro dos vinhos da Adega Ponte da Barca e Arcos de Valdevez — hoje Barcos Wines no mercado internacional.
Através de uma estratégia de personal branding integrada na comunicação da marca, transformámos bastidores em palco, produto em discurso e um enólogo em personagem.
Resultado: autenticidade, reposicionamento e uma marca mais humana, contável e exportável.
DESAFIO
Dentro da nossa Gestão Estratégica e Conceptual da Comunicação para a Barcos Wines, vivemos fases, marcos e muitas histórias. Uma delas começaria quando percebemos que estava a faltar palco ao verdadeiro maestro por trás dos vinhos: o enólogo.
Apesar dos prémios nacionais e internacionais acumulados, o José Antas de Oliveira — Diretor Geral e rosto maior da equipa de enologia — permanecia nos bastidores.
E se a verdade tinha sido – durante anos a fio – “(só)quem prova, gosta” agora era “todos conhecem, todos querem provar, todos gostam”. Então, estava mais do que na hora de mostrar quem faz.
Aqui residia o desafio estratégico:
➡️ dar corpo, rosto e narrativa humana ao enólogo, integrando-o na comunicação da marca, sem cair em institucionalismos vazios.
Uma espécie de… branding pessoal.
ESTRATÉGIA
Começámos pela criação de um personagem — O ENÓLOGO.
Uma figura que espelha a personalidade do José: inconformado, resiliente, otimista, entusiasta, empreendedor e fraturante.
No guião, determinamos uma sessão fotográfica e uma entrevista. A entrevista iria cumpriu um papel duplo.
Por um lado, permitir que o público conhecesse melhor o Zé — o enólogo, o decisor, o inconformado — para além dos rótulos e dos prémios.
Por outro, para fazer um balanço lúcido da atividade da Adega e do caminho que estava a ser traçado: as novas marcas, as surpresas que vinham a caminho e a preparação para mercados internacionais cada vez mais exigentes.
Foi neste contexto que abordámos um ponto estratégico-chave: o nome Adega Ponte da Barca e Arcos de Valdevez é demasiado longo para a operação internacional. A solução não foi um bypass estético — foi um exercício de inteligência fonética e síntese identitária.
Assim surgiu o nickname para o mercado externo: Barcos Wines. O nome junta, de forma subtil, mas precisa, os fonemas BARCA (de Ponte da Barca) + ARCOS (de Arcos de Valdevez).
Resultado: um nome mais curto, exportável e memorável — sem amputar a origem nem o território.
A entrevista reforçou isto mesmo: o Zé não é apenas o enólogo; é também o rosto de uma organização que sabe adaptar-se, interpretar mercados e construir futuro.
Porém, em plena maquilhagem, uma revelação mudou tudo: o José estava prestes a celebrar 25 anos de dedicação à Adega Ponte da Barca.
Com a agilidade que nos define, mudámos o rumo.
Transformámos um conteúdo institucional numa campanha global de celebração, com um fio condutor claro: 25 anos.
A narrativa saiu reforçada:
- o enólogo
- a longevidade
- a vanguarda
- a Adega
— todos respiram o mesmo ar.
Mais tarde, a própria Adega lançaria um vinho comemorativo: o ZÉ.
O rótulo apresentava ao mercado o vinho do Zé: um Loureiro de Maceração Pelicular que, pela própria natureza, desafia expectativas.
Acreditámos desde o início que o produto precisava refletir o personagem que construímos — e não apenas descrevê-lo.
Assim nasceu um rótulo completamente irregular, vazado e recortado, que dialoga com o branding ZÉ — fragmentado, irreverente e visualmente disruptivo.
Da sessão fotográfica resgatámos o rosto do enólogo, onde ideias rápidas e certeiras se materializam em fios de cobre e vibrações visuais: metáforas gráficas que sugerem pensamento, energia e vanguarda.
A assinatura de José Antas de Oliveira sela o conjunto com força autoral. Marca, narrativa e personalidade — afirmam o enólogo enquanto protagonista. Integramos imagem, storytelling e label & packaging na estratégia.
Passou, assim, de um produto a um símbolo: 25 anos engarrafados.
Como a vida também se escreve fora das câmaras, houve ainda espaço para um momento de humor e humanidade: coube ao Luís Pedro entregar, na II Gala do Fedelho, a “Fisga do Fedelho” ao José Antas de Oliveira — pelo mérito de, há 25 anos, não ter arranjado emprego noutro lugar. 😊
O Zé e a Adega vibravam em sintonia. Dois corações, o mesmo fôlego.
RESULTADOS
O resultado foi um reposicionamento emocional e estratégico do enólogo e da própria Adega, por consequência.
- Um Personagem com Identidade
“Inconformado e resiliente. Otimista e entusiasta. Empreendedor e fraturante. Assim se apresenta O ENÓLOGO.”
O ZÉ, para os amigos, guarda na garrafa 25 anos de história e vanguarda.
- Produto com Personalidade Sensorial
O vinho ganhou voz própria — e que voz:
Frutos de árvore, flores secas e alguma pimenta branca distinguem o ZÉ de todos os outros.
Acidez crocante, estrutura e aromas exóticos da madeira conjugados com a intensidade do Loureiro.
- Um Branco que Desafia Convenções
Não é apenas vinho. É discurso gastronómico:
Quem imagina um Branco com pato no forno?
A untuosidade e intensidade do prato pedem exatamente o contrário do esperado:
→ um Branco com acidez, estrutura, corpo e exotismo aromático.
E porque não Polvo à Lagareiro?
Batata a murro, azeite a sério… tudo à altura de um Branco que surpreende na força aromática e na boca cheia de exotismo.
- Uma Marca Mais Humana, Mais Contável
O impacto pode resumir-se nestas ideias:
O projeto ZÉ colocou o enólogo no centro, reforçou autenticidade, elevou reputação e gerou um storytelling que continua vivo na marca e nos seus vinhos.
Gerou prémios e distinções para o próprio “Vinho do ZÉ”, e abriu caminho para novas estratégias de comunicação centradas em pessoas — não apenas em garrafas.





